A qualidade da saúde no município.



Hoje, 30 de outubro de 2017, eu, Thiago da Silva Campelo, jornalista do Um pé aqui, estive em busca de atendimento médico na cidade. Segui rumores a respeito da reabertura do Hospital Mario Bento, situado na Jacutinga, todavia, este ainda se encontra fechado. Segundo a afirmativas colhidas, as possíveis razões são desvio de verbas, ou, obras de reformas. Todavia, tais obras só podem ser internas, pois a estrutura externa do local permanece a mesma.
A seguir, já na UPA de Edson Passos, dirigi-me a recepção, onde apresentei RG e informei sobre meu quadro de saúde; desconforto abdominal ao longo do dia, principalmente, após as refeições. Aleguei que me encontro assim há um mês, porém, as dores tornaram-se insuportáveis há três dias. Também foi aferida a minha pressão e fui arguido sobre ser hipertenso, diabético, ou fazer uso de medicamentos controlados. Respondi que não para as duas primeiras perguntas e sim para última, pois tomo ansiolíticos e remédios para dormir. Entretanto, serão estas questões as únicas hábeis a serem avaliadas para classificação de atendimento? Não sei, pois sequer foi levado em conta que meu problema estomacal se agrava com o passar de horas e a falta de alimentação. Também não me tornei prioridade de atendimento após ingressar em crise de ansiedade com todos os sintomas característicos perceptíveis!

Meu atendimento apenas se sucedeu após uma hora e dez minutos de espera numa recepção onde a maioria dos aparelhos de ar condicionado encontravam-se inoperantes, ou, avariados. Outro inconveniente, foi que ao notarem que meu companheiro de equipe, Vinicius Espírito Santo, realizava registros fotográficos do local passamos a ser perseguidos. Vinicius chegou a solicitar uma entrevista com a coordenadora do local, mas tal entrevista não foi concedida. Além disto não nos foi permitido registrar nenhuma parte do atendimento, nem mesmo nossas reclamações na recepção puderam ser registradas. Sendo assim, o que querem esconder da sociedade os funcionários do local?

Todavia, não éramos os únicos indignados, pois outros pacientes ao notarem a repudia da instituição pelas nossas reclamações se dispuseram a nos enviar fotos de suas próprias celulares, registros do péssimo atendimento. Por fim, misteriosamente, logo após sair da sala de classificação de prioridade, pela segunda vez, fui chamado ao consultório onde fui ouvido com atenção pelo médico que me prescreveu medicamentos intravenosos, receitou-me remédios a comprar, deu-me encaminhamento a gastrologia a e pedido de realização de exame de uma endoscopia.
Senhora sofre enquanto aguarda atendimento! Fotografia cedida por paciente.

Tendo em vista os fatos mencionados, cabe a você, leitor, julgar a qualidade da saúde em Mesquita independente da administração da unidade ser de responsabilidade municipal ou estadual. É válido também julgar a transparência dos profissionais destas instituições!

Sala de espera.

Sala de espera.
Por: Thiago S Campelo.
Fotografia. Vinicius Espírito Santo.



Comentários

Postagens mais visitadas