Entrevista com o vereador prof. Max.
No dia 20 de outubro de 2017, Um pé
aqui esteve no gabinete do vereador Prof. Max, que gentilmente, respondeu a
todas as perguntas.
1)
Enquanto,
educador, professor de educação física, qual é a sua opinião em relação aos
espaços destinados a prática de esporte na cidade?
Bom, primeiramente, bom dia. Quero agradecer pela oportunidade de estar
conversando com vocês, dizer que é muito importante o papel que vocês exercem
dentro da comunicação e que de antemão a câmara está sempre disponível para
vocês a câmara está sempre a disposição de vocês para qualquer informação. Com
relação aos espaços dentro da cidade de Mesquita, poderiam ser melhor
aproveitados. Infelizmente, hoje ainda não temos um quadro inteirado nas reais
necessidades da cidade de Mesquita no que tange a esporte. Temos aqui na cidade
excelentes profissionais, atletas de alto rendimento e que não são assistidos
pelo poder público. Hoje nós temos a vila olímpica que é um espaço maravilhoso
dentro da cidade e que ainda está sendo subutilizado. Não que o secretário de
esportes não tenha capacidade para fazer isso, talvez ele não tenha o quadro
necessário para desenvolver, mas precisa avançar, afinal, já está terminando o
primeiro ano de governo. Acho que os espaços têm que ser criados e melhor
explorados, isto não está sendo feito.
2)No
dia 18 de setembro de 2017, nossa equipe realizou uma matéria a respeito da
falta de conservação das academias da terceira idade, pois muitas encontram-se
em péssimo estado de conservação! Que medidas podem ser tomadas para reverter
esse quadro?
As academias populares por serem em espaço aberto, elas sofrem o desgaste
natural, do tempo, a ação do tempo... sol, chuva e como aquilo é ferro vai
enferrujando e não tem jeito, vai estragar. E também pela má utilização dos munícipes,
porque se em cada academia popular tivesse um profissional de educação física
orientando, ela não seria utilizada de maneira errada. Muitas vezes, as pessoas
vão ali achando que vão ter qualidade de vida e não se prejudicar pela má
utilização do aparelho. Então eu acho que o prefeito através da secretária de
obras, ou, criar uma equipe de manutenção seria de grande valia. Tendo em
vista, que isso foi feito na legislatura anterior e que se não cuidar vai
estragar. Pois, na verdade, tudo é assim na nossa vida, até a nossa imagem se a
gente não cuidar ela estraga. Então imagine um material de ferro exposto ao
tempo e a má utilização. Seria que grande valia uma equipe de manutenção
periódica que pudesse dar continuidade a esse trabalho que é tão bonito.
3)Na
sua opinião, as escolas de Mesquita oferecem o aparato necessário para a
docência da educação física?
Infelizmente não, temos algumas escolas adequadas para isso. Por exemplo:
Deoclécio, Dom Pedro, mas na grande maioria da escola não tem estrutura. A
educação física ela foi descriminalizada durante muito tempo dentro da área
educacional, mas com o passar do tempo foram vendo a importância do esporte na
vida do jovem, da criança, mas infelizmente as nossas escolas não estão
adequadas a isso ainda.
4)Sendo
a vila olímpica a principal sede de práticas esportivas da cidade, o Senhor tem
alguma proposta que vise a ampliação dos serviços oferecidos por esta
instituição?
Na verdade, a vila olímpica ela é
a única dentro da cidade de Mesquita, foi considerada a melhor vila olímpica
dentro da baixada fluminense, várias atividades aconteciam. Hoje eu tenho
reclamações de munícipes que não conseguem adentrar na vila olímpica e fazer
uma atividade paralela. Como eu disse temos vários talentos na cidade, mas na
verdade atletas de alto rendimento não tem espaço para treinas e quando eles
vão à vila olímpica fazer um trabalho paralelo, um trabalho direcionado a
atividade deles, eles são de alguma maneira rechaçados e execrados de fazer a
atividade ali. Fica muito limitado as atividades que são oferecidas ali, que
poderia ser mais. Mas, eu tenho certeza que o secretário de esportes por ser um
cara inteligente, um gestor da área de esportes, ele vai conseguir conduzir
isso. Tenho fé em Deus que a cidade terá um reconhecimento que merece na área
de esportes. Se possível fazer um desmembramento da vila olímpica, nós
aprovamos aqui recentemente um pedido de construção de uma vila olímpica no
espaço do Potiguar, na Coréia. Um espaço excelente que daria para fazer uma
mini vila olímpica levando para ali atividades que iriam favorecer as pessoas
que moram na Coréia, na Caixa d’água, no Alto Uruguai. Tem espaço física para
fazer isso, outro espaço é o do Gericinó, onde daria para fazer uma vila
olímpica muito grande, um espaço que é considerado o maior colégio eleitoral da
cidade que é a Chatuba. Então aquele público da Chatuba não tem área de lazer,
não tem quadra poliesportiva, não tem nada pra fazer. Poderia ser utilizada
aquela área para fazer um espaço para atender a população.
5) Na sua
opinião, qual é a qualidade da educação em Mesquita?
Boa, no governo do Artur Messias a qualidade da educação chegou a ser
premiada, mas precisa ser ampliada. De fato ter melhor remuneração para o
profissional de educação, uma melhor estrutura de trabalho. Muitas coisas não
acontecem porque o quadro está muito enxuto, lembro que na legislatura passada
foram contratados 147 profissionais de educação para poder suprir as
necessidades do município. Já, esse ano ainda não foi feito nenhum tipo de
contratação e a informação que temos é a falta de professor em sala de aula. E
isso me entristece muito, torço que a secretária de educação junto ao governo
possa fazer uma trabalho muito mais focado na readequação dos quadros e que
possa o munícipe, ou, os nossos alunos ter a educação que merecem.
6) Como o
senhor avalia o seu primeiro mandato? E como está sendo o primeiro ano deste
segundo?
Meu primeiro mandato apesar de vir da iniciativa privada, e
ser tudo uma grande surpresa para mim. Eu já iniciei o meu mandato como
presidente da casa, lutando contra uma oposição natural, dos vereadores
reeleitos, de pessoas que se sentiam mais capazes para estar ali, mas nós aprendemos
muito. Foram quatro anos da legislatura passada de muito trabalho, muito
aprendizado e eu não tenho dúvidas de que cumpri com o meu papel como vereador,
atuando na rua, trabalhando para ajudar o munícipe. Então eu avalio como sendo
um mandato participativo e de grande valia. Na atual legislatura, travamos uma
batalha muito grande por entender que os poderes são harmônicos, mas são
independentes também. A câmara não é um apêndice da prefeitura, onde o prefeito
determina o que tem de se fazer. Aqui nós temos ritos processuais, ritos de
trabalho que tem de ser respeitados. Legislativo, executivo e judiciário são
poderes distintos então vem travando uma batalha muito grande em prol da
população de Mesquita. Irei continuar trabalhando até o término do meu mandato,
independente, do que aconteça, da exposição de imagem, independente, de hoje
ser o único vereador que não tem diálogo com o governo. Eu torço para que o
governo continue trabalhando e que possa melhorar ainda mais os serviços para
população.
7)Quais
foram as principais aprovações da câmara na gestão passada? E o que o senhor
achou do governo Gelsinho Guerreiro?
Eu vou falar das minhas aprovações, tive a felicidade de ser o vereador
que mais apresentou projetos de lei. Projetos de lei importantes, mas o que me
causa certa frustração, na legislatura passada, e em outras também se precisa
criar a cultura de implementar os projetos de lei aprovados. Pois, temos uma
base que formula os projetos de lei, apresenta-os, mas eles não são colocados
em prática pelo poder executivo. Existem várias leis interessantes na cidade e
elas não são colocadas em práticas. Então o que acontece? Se criam outras leis
que favoreçam e continuam não sendo implementadas. Por exemplo; baila das
debutantes comunitárias. O que é isso? São as adolescentes da rede municipal
que não tem condições de fazer uma festa de 15 anos, que é uma data muito
importante para aquela jovem. Então eu fiz um projeto de lei onde o município
iria custear, ou, ela própria, ou, com ajuda da iniciativa privada a festa e
faria um baile de debutantes com adolescentes carentes que não tem condições de
pagar. A casa de acolhimento de idosos, há uma grande demanda de idosos que são
deixados sozinhos, pois os filhos têm de sair para trabalhar e não tem quem os
olhe. O sistema de integração para o jovem e o primeiro emprego na cidade de
Mesquita. Inclusive o Paulo Vitor era o coordenador da juventude nessa época e
ficou feliz com esta lei. O esporte paraolímpico nas escolas. A semana do rock
na cidade de Mesquita, o rock durante anos foi criminalizado, desde o viaduto
do rock, e a partir do nosso mandato foi feita a lei do rock. Todo ano tinha a
semana do rock, onde o Paulo Vitor era o interlocutor disto. A biblioteca
itinerante que não foi colocada em prática. O programa de incentivo a saúde de
jovens e adolescentes, é ter profissional da saúde dentro das escolas levando
informações aos jovens. Foram vários projetos apresentados, não posso negar que
esse ano não por prevaricar, mas por estar focado em outras coisas não
apresentei projetos.
Foi um governo muito proativo no início do processo, buscou dar uma
identidade para a cidade, limpando a cidade, pintando. Você quando vai a
Petrópolis no natal, você gosta de passear na cidade, por que é uma cidade turística
que é bonita. Então muitos falavam que o Gelsinho estava maquiando a cidade, eu
tinha um outro conceito; ele estava cuidando da cidade. Você passava nas vias públicas e via a cidade
iluminada, aquela luz verde enfeitava. Então é gostoso você passar na cidade e
vir a diferença das cidades vizinhas. Então a gestão foi proativa, nos três
anos de governo. Após 2014, a crise começou a abater em todas as cidades, não
somente no RJ, mas no país e naturalmente começou a ter reflexo na cidade.
Logo, muitas coisas ruins começaram a acontecer na cidade e o desfecho do
governo GG, ninguém concordou com isso. Tanto é que o vereador Gilmar Montoso,
a vereadora Crias gêmeas e um terceiro vereador que não me lembro o nome...
eles abriram uma comissão processante para avaliar o que estava acontecendo nos
últimos três meses da gestão GG, então a câmara não ficou inerte diante dos
acontecimentos. Só que a gente não tem o poder de penalizar. Então costumo
dizer que todos os erros cometidos por ele serão pagos para a justiça no
momento certo. Mas, o governo foi bom e pecou no final.
8) Como o senhor
visualiza a cidade de Mesquita nos próximos três anos?
Eu sou um cara que é um sonhador,
eu sonho em morar, pois eu sou nascido, criado e crio os meus filhos na cidade
de Mesquita. Sonho em ter uma cidade cada vez melhor. No momento que a gente
parar de sonhar com esta possibilidade não tem a função de eu estar na coisa
pública. Torço muito para que nos próximos três anos o governo acerte o pé, e
traga produções para dentro da cidade de Mesquita. Que produza, que traga
qualidade de vida para o nosso munícipe. Que é a única coisa que a gente pede,
saúde, educação de qualidade e que a gente possa sustentar nossa família dentro
da cidade e tocar a vida.
9) O senhor pretende
continuar na esfera política nas próximas eleições?
Eu tenho propostas a seguir, mas que não dependem só do Max, se for
desejo do Max eu serei candidato a deputado federal. Mas, eu não tomo decisões
sozinho. Eu faço parte de um grupo político, de vários líderes que me
acompanham e a decisão de todos é que vai prevalecer. Nós estamos analisando o
cenário político hoje, está muito desgastado, mas eu também entendo... a minha
tese de defesa no grupo é que se quem tem boas intenções não botar a cara para
continuar, vão continuar essas pessoas aí e que não estão satisfazendo haja
vista as vergonhas que estão em rede nacional. Então hoje a minha pretensão e
vir candidato a deputado federal, mas ainda não está definido.
10) Diante da queixa da
maioria da câmara sobre a falta de diálogo com o poder executivo como poderá
Mesquita conquistar avanços até 2020?
De fato entendemos a importância da harmonia entre os poderes, mas tem de
ter a autonomia dos poderes. Temos de fazer o nosso papel com excelência, pois
amanhã seremos lembrados pelas nossas ações. O governo já está entendo isso,
ele começou de uma maneira muito autocrata, definindo o que queria e isso
culminou numa briga de dez meses. Mas, hoje já está sendo aberta uma linha de
diálogo. E eu torço que para os próximos três anos essa harmonia prevaleça e
que seja o maior vencedor disto tudo o povo de Mesquita.
Por: Thiago S Campelo & Vinicius Espírito Santo.
Edição: Thiago S Campelo.



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