Entrevista com o prefeito Jorge Miranda, de Mesquita, RJ.

Entrevista com o prefeito Jorge Miranda, de Mesquita, RJ.

1) Diga-nos a respeito da sua atuação enquanto secretário de saúde na gestão G.G!

R: Fiquei no cargo seis meses, no segundo semestre de 2013. Demos uma cara diferente à secretária, principalmente na questão da informatização. Infelizmente, essa movimentação não se manteve depois. Se você conversar com os usuários da época, perceberá que as coisas funcionavam bem. Agora, nessa gestão, retomamos esse processo de informatização.

2) Foi de sua responsabilidade o fechamento da AMPLA na Vila Emil?

R: Não, foi do governo passado, mas foi reaberta em outro local.

3) Tendo em vista a sua experiência enquanto empresário como o senhor poderia contribuir para o desenvolvimento econômico da cidade?

R: Buscamos melhorar significativamente a arrecadação. Dentro desse planejamento, estamos desenvolvendo o CAC, o Centro de Atendimento ao Contribuinte, que simplificará o atendimento. Estamos buscando emendas parlamentares em Brasília e também investimentos privados para a cidade. Acreditamos que quanto mais investirmos no nosso munícipe, mais eles se empenharão em manter seus impostos em dia. Outro ponto importante é a desburocratização de processos.

4) Em entrevista concedida a Um pé aqui alguns vereadores teceram críticas ao seu governo. O que o senhor tem a dizer a respeito disso?

R: Quem pode avaliar melhor a atuação do governo é a população. Nossos serviços estão funcionando, acabamos com o problema da merenda escolar e temos 19 unidades de saúde abertas, entre Unidades Básicas de Saúde (UBS), unidades Estratégia Saúde da Família (ESF), o Centro Médico de Saúde Paraná e a Policlínica Municipal Celestina José Ricardo Rosa. Inauguramos também um laboratório municipal, coisa que nunca tivemos.

5) Que medidas o senhor está tomando para reverter o quadro de crise orçamentária instaurada na gestão anterior?

R: É um pouco do que já foi dito. Precisamos nos esforçar para melhorar a arrecadação, priorizar os pagamentos, cortar custos – já reduzimos o número de secretarias municipais de 17 para 12 –, vamos informatizar todos os processos para agilizá-los e, assim, termos condições de aplicar os recursos que sobrarem de forma mais eficiente.
6) Haverá algum aumento de orçamento a partir de 2018?

R: Não. E as perspectivas não são boas. Precisamos nos debruçar mesmo em melhorar a arrecadação municipal.
7) Faça uma análise das duas gestões anteriores ao seu governo!

R: Acho que os números estão aí para serem analisados. O que eu posso dizer é que recebemos um município com uma dívida que era de aproximadamente R$ 150 milhões e não para de crescer. Com recursos cada vez menores vindo de governo estadual e federal, precisamos nos virar para administrar.

8) Sabemos da existência de bons projetos apresentados nas gestões anteriores, mas que não foram implementados. Tais como; a construção de um campus da IFRJ, a construção de um PAT na cidade, etc. O senhor pretende pôr em prática algum desses projetos?

R: Na verdade, não houve um projeto no caso do IFRJ. Foi solicitado ao município um terreno de 30 mil m² para a construção de uma unidade em Mesquita. Porém, entre 2012 e 2016, esse espaço não foi cedido pelo município. Já procuramos a instituição para restabelecer esse diálogo, desde o início do ano. Só que agora a proposta é que a gente construa e não temos recursos financeiros para isso. Sobre outros projetos de gestões anteriores, não tivemos uma transição com o governo anterior, não temos histórico de documentos ou registros de projetos passados.

9) Tendo em vista, a insuficiência do serviço oferecido pelo 20 batalhão o senhor pretende abrir concurso para aumentar o efetivo da guarda municipal? O que acha da legalização do porte de armas para guarda?
R: Acho que talvez fosse interessante promover um plebiscito para essa questão. Mas há vários especialistas no assunto que discutem de formas diferentes esse tema, então é preciso estudar bem qualquer proposta de mudança. O batalhão é do governo estadual e, na medida do possível, eles se empenham para garantir o policiamento da região. Já estamos trabalhando em parceria com eles, através da nossa Guarda, em ações conjuntas. Apesar de não termos dinheiro, estamos analisando nossas folhas de pagamento para possibilitarmos o aumento no quadro efetivo da Guarda Civil Municipal.

10) Há algum esforço de sua parte para melhorar o seu relacionamento com a câmara municipal a fim viabilizar a aprovação de projetos?

R: Na prefeitura, desempenhamos o papel de executivo na cidade. Administramos o município e devemos ser fiscalizados pela câmara, que aprova ou não as nossas propostas para a evolução de Mesquita. O que eles não quiserem aprovar será uma postura deles, que deverá ser justificada à população. Não tenho problemas no relacionamento. Eu preciso fazer a minha parte e eles, a deles. 

Por: Thiago S Campelo, Vinicius Espírito Santo & Everton Lima.

Edição geral: Thiago S Campelo.

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